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Como foi seu primeiro contato com o Rock?

Tem coisas que aconteceram ontem que eu não lembro, mas fatos que marcaram minha vida como meu primeiro contato com o Rock eu nunca vou esquecer.

15 anos, interiorano, início anos 90. Sepultura tinha acabado de lançar o Arise e o Heavy Metal começou a sair das capitais. Antes disso, fãs de rock de interior, era muito raro. Hoje com a internet e com surgimento de tantas bandas, todos tem acesso fácil, mas nesta época ter um fita original da Basf, ainda que gravada, era ostentação.

Todos tem aquele amigo um pouco mais abastado que lhe apresenta as coisas, as vezes é coisa boa, neste caso, foi.

Ratos de Porão e Sepultura foram essas duas fitas que o meu amigo Michael me emprestou e depois teve que ir buscar, por quê eu “esqueci” de entregar.

Eu gostei muito por ser algo totalmente diferente pra mim, o contato não foi com o Rock e sim com a música em si, eu não entendia porra nenhuma do que as musicas falavam e isso me intrigou, quando achei o primeiro Rock que eu entendia, e que falava o que eu queria dizer, virei fã.

Não foi ali que virei haedbanger (nunca fui realmente), como ele era a única pessoa que eu conhecia que ouvia aqueles tipos de música e não queria mais me empresar fitas meu contato com o rock pesado ficaria por ali naquele momento.

Alguns meses depois…

Tonigth, era o apelido de um segundo amigo que também me emprestou umas fitas, só que dessa vez veio: The Doors, Raul Seixas e led Zeppellin e o danado ainda tocava violão, como a gente já se identificava com outros gostos em comum, e eu via ele meio que como um cara assim – Quando eu cresce vou querer ser igual ele – cheio da grana? Não,

com a parede cheia de posters de Rock.

A gente ficava ali fumando um baseado e eu olhando aquele monte de poster velho e recortes de jornais com anúncios de show de bandas de rock, eu tinha 16 anos, não parava em emprego, e aquilo para mim, era o que tinha de Mais legal no mundo.

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E eu sempre devolvia as fitas.

Comecei minha própria coleção de fitas do Raul, e cheguei a ter todos os álbuns do Raulzito em fitas K7 – piratas, claro!

Depois veio, Raimundos, Legião Urbana, como todo adolescente da época.

Eu pirava no Creedence Clearwater Revival que hoje já nem ouço mais, eu tinha só uma fita e ouvi ela uns dois anos seguidos.

Só fui no primeiro show de Rock em minha vida em 98, Primos da Cida, uma banda de rock local, nem sei se existe ainda.

Começo dos anos 2000 fiz contado com a galera da praia e passei ouvir Dazaranha, banda nacional de Santa Catarina.

Todo maconheiro gosta de Dazaranha.

Fui em três shows deles, e em um deles eu estava com catapora, muito doente, tomei duas anfetaminas e curti de boa, cantei com o Gazu, Esquina 2000 no microfone – imagina a emoção, sou fã deles até hoje, pena que ele saiu, e tomara que eu não tenha passado catapora pra eles por quê depois do show eles chamaram eu e toda a minha galera para ir no hotel e fazer uma after, foi o melhor dia da minha vida, em termos Rock N’ Roll. E o mais engraçado, era eu contando como tinha me queimado fritando ovo e o óleo espirrado em minha cara daquele jeito.

Já tive a chance de ir a mais de 20 shows e grandes festivais de bandas de rock no Brasil e em outros países, Iron Maiden, Black Sabbath, Megadeth, Metallica, Guns, conheci o Supla, o Henrique Fogaça do Oitão, não sou fã de nenhum dos dois, mas respeito ambos.

E hoje o Rock é minha profissão. Lanço produtos para o público fã de Rock ao qual tenho maior respeito e facilidade de comunicação, afinal essa é minha “tchurma”

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